Na terra dos hermanos

Quer descansar a mente e ainda se aventurar?

Dica de destino: El Bolsón.

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Quem nunca sentiu aquela vontade de pôr uma mochila nas costas e rodar o mundo? Conhecer pessoas novas, lugares diferentes, sabores que despertam curiosidades?

Porém, você acaba deixando essa vontade de lado pelo simples fato de parecer um sonho muito distante ou por trabalhar demais e estudar. Chega o final do mês, o dinheiro recebido é gasto com as contas da casa entre outras e, quando vê um local bonito no noticiário ou em redes sociais, pensa: “Ah, se eu pudesse e meu dinheiro desse.” Quem nunca disse isso para si mesmo?

A questão é que você pode; seu dinheiro dá, sim. Agora você deve estar rindo e se perguntando: “Como meu dinheiro pode dar se, quando vou ver, nem eu sei como ele sumiu?”

No primeiro artigo, mostrei que sim, é possível, nada que um pouco de vontade não resolva, tudo depende do seu planejamento (se ainda não viu, leia o primeiro artigo, pois é nele que ensino como fazer seu planejamento).

Primeiro, você tem que saber qual seu destino, pois como você vai fazer um roteiro se não sabe para onde vai? Aqui vai a primeira dica:

Hospedagem e roteiro Link

El Bolsón, localizada a 120 km de Bariloche, é o local perfeito para quem precisa recarregar as baterias, ter novas ideias, esquecer um pouco do mundo e diversão é o que não falta. Na adolescência, eu vivia dizendo: “Se tudo der errado na vida, vou virar hippie.” O local perfeito é El Bolsón, cercada por uma paisagem de encher os olhos, uma comida naturalmente orgânica de sabor extraordinário e atividades complementares que é agradável a todos os gostos.

Essa simpática cidade, rodeada por duas cadeias de montanhas que parece mais um cenário de anime, nos anos 70 atraiu hippies e até hoje atrai pessoas do mundo inteiro. Os hippies deram ao local um charme mais colorido, cujos atrativos fizeram de El Bolsón uma rota perfeita para os mochileiros.

Se bater aquela fome, bastar ir à feirinha da praça. Nessa praça é possível comprar uma saborosa comida orgânica e vegetariana, geleia, mel, castanhas, bolos, queijos, pães, quitutes típicos e aqueles doces que ajudam a fazer a fama da cidade. Esses produtos vêm direto das fazendas da região, destacando-se em especial as cerejas e as frutas vermelhas.

Comece com um tour guiado em uma das cervejarias. Algumas somente com agendamento prévio, mas se você pedir para entrar, há a chance de deixarem provar as cervejas, e ainda algumas delas possuem bar dentro das fábricas; aproveite e leve para casa suas garrafas favoritas. A mais famosa e visitada é a Cervecería El Bolsón.

Aprecie a natureza aventurando-se pelas trilhas; se pretende conhecer essa parte única da cidade, sugiro que vá no verão e se programe para dormir lá pelo menos uma semana, pois o trajeto de ônibus de e para Bariloche dura cerca de duas horas, o que encurta bastante o tempo disponível para percorrer os belos caminhos traçados em meio a paisagens andinas incríveis (acampar é uma ótima opção). No inverno, é possível fazer trilhas, porém algumas podem fechar por causa da neve.

Ao chegar, procure o Centro de Atendimento ao Turista. Fica perto (meio que dentro) da praça, o pessoal é super atencioso. Nele você consegue um mapa da região, além de informações sobre trilhas e atividades, nível de dificuldade de cada uma delas e segurança, assim como contatos de guias turísticos e hotéis (acampar ao invés de ficar no hotel é uma boa forma de economizar, se quiser tomar uma ducha basta pagar uma pequena taxa). Caminhadas não são a única opção para quem quer se aventurar: escaladas, cavalgar pelas montanhas, parapente, esqui, rafting, mountain bike, spa e passeios a lagos são outras opções do cardápio. Os ônibus para El Bolsón saem da rodoviária de Bariloche várias vezes por dia, o trajeto e a paisagem até lá é incrível.

Outras informações necessárias Link

Documentação
Para visitar a Argentina, os brasileiros não precisam nem mesmo de passaporte; se preferir, basta levar sua carteira de identidade (RG) original e em perfeito estado.
Atenção: não serve cópia do RG, mesmo autenticada. Também não valem para esse fim as cédulas de identidade profissionais (OAB, CREA etc.).
Moeda argentina
É o peso; existem notas de 2, 5, 10, 20, 50 e 100 pesos e moedas de 1 peso e de 1, 5, 10, 25 e 50 centavos.
Cartões de crédito internacional
São aceitos em quase todo lugar, mas tenha em mãos alguns pesos, pois o ideal é viajar com dólares ou pesos, que podem ser comprados no Brasil em bancos e em algumas casas de câmbio.
Cuidados
Cuidado com algum muy amigo pedindo para examinar os pesos, pois corre o risco que seus pesos passarão a ser falsos se você os der para que o amigo os examine… Eles fazem essa troca com uma habilidade que você não imagina!

Encontre opções de hospedagem em El Bolsón.

Ainda tem dúvidas? Esqueci-me de citar algo? Pergunte, assim que possível responderei. Estou aberta a dicas🙂

Ah, as passagem de avião são mais baratas no decorrer da semana, ex.: segunda ou terça. Até a próxima!🙂